O fim do blog.

pessoal /

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Escrever com a cabeça quente nem sempre é uma boa ideia. Mas eu sempre fui assim, sempre escrevi aqui com o coração acelerado, palavras surgindo do nada, sem pensar muito. Não vai ser diferente dessa vez.

Eu cansei.

Eu cansei de me cobrar por não escrever mais aqui e, quando escrevo, me cobrar por não estar fazendo outras milhares de coisas que eu deveria. Eu sempre me cobrei demais, fazendo muito, fazendo pouco. Sempre foi o mesmo tempo de cobrança.

Não sei se hoje estou em uma crise de ansiedade tensa, ou se é só quem eu sou, mas não dá mais, gente. Esse peso gigantesco de não ser ninguém e não saber como se tornar alguém tá me esmagando. Meu coração está disparado nesse momento, enquanto meu cerebro me pergunta milhares de coisas que eu não consigo responder (e sei lá se alguém sabe).

E bem debaixo desse peso todo, eu me perguntei: será que o blog tem mais espaço na minha vida? Sei que já falei milhares de vezes que escrevo aqui por amor, que valorizo minha autenticidade, mas até que ponto? Será que o blog já não se perdeu no meio de tantos outros blogs, de youtubers e instagrams? Vale a pena pagar domínio, hospedagem e ficar me torturando por não ter postado hoje, nem ontem e nem semana passada?

Eu sei que a maioria das pessoas que entram aqui não se importam com a regularidade, que preferem que eu escreva de coração aberto, sendo eu mesma, sem forçar a barra… Mas, sinceramente, o blog se tornou uma via de mão única, um caminho terrível que eu me forço a fazer sempre.

Parece muito com um relacionamento que já acabou, só que as “boas lembranças” acabam me fazendo continuar… “Mas lembra aquele post que eu fiz”, “mas lembra quando eu ajudei aquela pessoa?”. Vamos encarar, eu não ajudo e não mais inspiro ninguém, porque eu não me vejo como uma pessoa inspiradora. Na verdade, depois desse dia merda que eu tive, não consigo inspirar ninguém né.

Eu sempre reclamei da falta de autenticidade das pessoas, mas será que eu sou tão autêntica assim? Será que de uns tempos pra cá eu não fui me perdendo em posts, tweets, fotos no instagram? Porque de uns tempos pra cá, eu realmente não sei o que eu estou fazendo mais aqui.

Talvez eu não volte mais aqui. Talvez eu volte. Mas eu precisava muito tirar da garganta, ser transparente, como sempre fui.

blogger secreto

OIE, tô chegando para contar o “resultado” do blogger secreto que foi postergado ao máximo possível, devido aos empecilhos que a vida coloca em nossa caminhada. Mas foi tudo cheio de amor, tanta gente maravilhosa que não pude não dividir com vocês quem me tirou e os presentinhos maravilhosos que recebi.

O Blogger Secreto

Não sei se vocês se lembram, mas há um tempão eu publiquei minha wishlist e expliquei um pouquinho sobre a brincadeira. No mesmo post, eu contei que a revelação seria em fevereiro, mas acabou que presentes se perderam, gravações foram corrompidas e as coisas foram ficando pra trás.

Minha amiga secreta recebeu meu presente, eu recebi o presente e fiquei realmente feliz. Vocês podem até conferir que o está bem alegrinho (o que me dá um pouco de vergonha). Mas sem mais delongas, cá está a revelação!


As dicas

Minha amiga secreta foi ultra fofinha nas dicas e, como puderam ver no video, desconfiei que era ela. Mas, estava morrendo de medo de falar uma pessoa e não ser haha. Com a primeira dica, fiquei em dúvida entre a Duds e a minha amiga secreta de verdade, mas algo me disse que não era a Duds. (Dá pra clicar nas imagens que elas crescem!)

A segunda dica não foi realmente uma dica, porque não sabia que minha amiga tinha sete cachorros. Eu sabia que ela tinha alguns, mas não sete. E meu deus, menina, como é que você dá conta de tanta fofura??

A terceira dica que mais entregou o ouro. E, se vocês acompanham a minha amiga secreta, já adivinharam também. Mas se você quiser mesmo-mesmo saber quem é, vai ter que ver o vídeo porque eu não vou contar quem é por aqui (hehe).


Os Presentes

blogger secreto

MAS SABE QUANDO VOCÊ OLHA E FICA :OOOO? Então, eu fiquei maravilhada por tanto presente maravilhoso. Ainda que a camiseta era o item da minha wishlist, meu presente preferido, de longe, foi a meia do totoro (que só uso em ocasiões super especiais). É a meia mais fofucha do mundo! Mas olha bem pra todo o resto… Não tem nem como explicar tanta fofura.

Junto com a minha maravilhosa meia, ganhei duas máscaras faciais (sendo que uma é de tigre e eu ainda não consegui usar por pena haha). Ganhei minha camiseta “GRL PWR” que sempre uso quando estou me sentindo meio pra baixo. E também um cashbook que é um livrinho pra controlar minhas despesas (obrigada lominha, tava precisando!).

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Nem sei o que dizer além de: essa miga secreta foi demais? Sério (!), esse blogger secreto foi um dos mais legais que já participei (ainda com todos os poréns que rolaram haha). Eu amei participar dessa brincadeira repleta de pessoas queridas e blogueiras que eu admiro tanto e que eu gosto tanto <3  E obrigada à minha amiga secreta pelos presentes que foram maravilhosos!

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Todo ano é a mesma coisa. Fico aqui, toda tristinha por não ter ido na E3, vendo tudo ao vivo, desejando mil coisas e outras não muito. A diferença desse ano para os anteriores é que vou dividir o que amei, gostei e só estou esperando lançar para jogar.

Sei que não falamos de games por aqui, mas… por que não?! Sempre tive “medo” de falar sobre e já deu! Vou falar de games por aqui sim, porque acredito que tem mocinhas (e mocinhos) que me lêem que adoram o tema.

O que é a E3?

Caso você não goste tanto de games assim, ou goste mas não conhece a E3, deixa eu te explicar: a E3 é a Eletronic Entertainment Expo (viu, 3 “Es”, hehe), que é uma feira internacional dedicada à essa paixão mundial, os games. Todo o ano as maiores empresas se reúnem e mostram os lançamentos e novidades. Ou seja, têm vários jogos legais, consoles e outras novidades sendo mostradas pro público pela primeira vez e eu vou contar o que mais gostei de tudo isso.

(Só pra fazer um disclaimer eu sigo muito como lema de vida “o que os olhos não veem, o coração não sente. E bem, eu tenho um Xbox e não um PS4, então dei uma leve passada de olho nas coisas pra Playstation porque não queria sofrer. Então é isso.)


WE HAPPY FEW

O amor a primeira vista por esse jogo não é de hoje. Na verdade, estou esperando bem antes da E3. O jogo, desenvolvido pela Compulsion Games, se passa em uma cidadezinha de uma Inglaterra distópica, logo após perderem a 2ª Guerra Mundial. Nessa cidade, todos tomam uma droga chamada “Joy” (“Alegria”, em português), para esquecer de tudo de ruim que aconteceu. Você, no jogo, se rebela, para de tomar essa pílula e precisa que fingir que está tudo bem!

Exclusivo pro PC e pro Xbox One. Lançamento agora no inverno (saí pro Xbox One Preview Program dia 26/07).

DISHONORED 2

Me animei com esse jogo porque a protagonista é mulher e eu sempre me animo quando isso acontece. O plot do jogo acompanha a Princesa Emily, que foi destronada e agora é uma “fora da lei”, tentando recuperar seu título.

Estará disponível para XBO, PS4 e PC, com lançamento previsto pro dia 11 de novembro de 2016.

DEUS EX: MANKIND DIVIDED

Unica e puramente um capricho, tentando emular aquele sentimento de “é muito a minha cara” de quando eu tinha um GameBoy (rosa!). Agora posso ter meu próprio controle, exatamente com as cores que eu quiser. Caprichinhos que eu gosto, ok?!


BÔNUS: jogos do PS4 que me fizeram repensar nas minhas escolhas

HORIZON ZERO DAWN

Como comentei, tentei não ficar presa aos jogos do PS4, pois não queria sofrer. Porém, oha essa belezinha. Nesse jogo, a terra foi desabitada, devido à um conflito entre humanos e robôs e acompanhamos Aloy, que tenta sobreviver nesse futuro. Então, você precisa caçar, pular por ai, armar armadilhas, comer e etc, sobrevivendo nesse mundo que terá dia, noite, chuva, sol, e etc.
Porém não jogarei, pois you can’t always get what you want. (Me manda um PS4, Sony, pleasinho!)
Será lançado no dia 28/02/2017.


Agora é só sentar e esperar essas maravilhosidades lançarem e depois disso, jogar <3 

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Ser feminista me tornou “uma pessoa pior”, mas nunca me avisaram que isso iria acontecer. Eu não nasci feminista, não cresci feminista, muito pelo contrário. Passei uns bons 15 anos diminuída, calada e minimizada. Cresci julgando outras garotas, minhas irmãs. Cresci me censurando, tentando me comportar do jeito que eu precisava, tentando me assegurar que não estivesse fazendo nada de errado, que eu estivesse impecável.

Impecável, com as pernas cruzadas, cabelo penteado, roupa passada, unhas compridas – que eu nunca consegui, por causa da ansiedade que sempre me acompanhou. Cresci escondendo minhas falhas, diminuindo as minhas dores e fechando a minha boca quando o que eu realmente queria fazer era gritar. Na verdade, a vida toda escutei “fala baixo”, “senta direito”, “olha a postura”, “sua roupa está amassada”, “você tem que parecer uma princesa”.

Princesa que até pouco tempo só tinha um objetivo: achar seu príncipe. Depois daí, ninguém sabe. Se casava, tinha filhos, se o principe era legal, se ela era feliz, isso não importava muito. O que importava era achar alguém para se completar, como se a Bela não fosse completa com seus livros, a Mulan não fosse completa lutando pela China, ou até a Pocahontas completa com as cores do vento. Nossa completude, desde pequena, se encontra em um homem. Não em mim, ou em você, não em uma outra mulher ou em conhecimento. Em um homem.

Aí eu cresci. Não muito, mas o suficiente para encontrar outras mulheres no meio do meu caminho, para sentar comigo e conversar sobre o que é ser mulher e sobre o que é doer por ser mulher. Até então, eu estava bem. Até então, não sentia dor. Não via problemas, não sentia o pesar de ter o mundo nas minhas costas. Mal sabia que não era nem livre, nem mulher.

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Todos sabemos que é muito difícil sair da zona de conforto. Mas não foi isso que o feminismo me trouxe. O feminismo me trouxe dedos apontados na minha cara, uma nudez inédita e um peso gigantesco. O feminismo arrancou o filtro cor-de-rosa que eu usava para enxergar o mundo. O feminismo me fez ver uma realidade que antes não via, mas existia nela, perpertuando padrões pesados e que eu nunca pedi para ser encaixada.

Vocês me vêem apenas como alguém que escreve, do outro lado da tela, mas eu vou me descrever pra vocês: eu não sou alta; não enxergo direito, então estou sempre com óculos. Meu cabelo não é liso, nem cacheado e muito menos aquele ondulado de novela, ele é um cabelo totalmente comum. Assim como meus fios, meus olhos são escuros. Eu não sou magra. Não me encaixo nesse padrão. E mesmo quando eu me encaixava, quando eu pesava 50 quilos, escutava o tempo inteiro que era gordinha. Mesmo magra, eu era gorda. Nunca estava nos padrões que nunca pedi pra ser encaixada.

Nunca pedi, mas fui. Nunca quis, mas me forçaram. Engoli a seco esteriótipos, padrões, missões e destinos. E não foi só eu. Somos todas nós. Mulheres, meninas. Desde sempre.

O problema é que durante anos, não via outras mulheres como “eu”, via outras mulheres como “elas“, como oponentes, como adversárias. Não que eu tivesse mais amigos homens, mas eu repetia muito que “preferia ter amigos que amigas, porque as meninas são muito fúteis e falsas”. Mas também, como não ser? Como sair desse circulo vicioso de competição que somos colocadas desde criancinhas?

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Com o tempo eu entendi. Comecei a notar que garotas não são fúteis e falsas, mas são espelhos de mim mesma. Em cada menina que eu competia, existia uma Giovanna: ansiosa, insegura, cheia de problemas e preocupações, uma vontade gigantesca de ser e pouco suporte pra isso. Foi a partir daí que eu entendi que não dava pra continuar praticando o ódio gratuito e a competição sem objetivo algum.

Mas não dá para dizer que esse é um processo fácil. Sair de qualquer zona de conforto é complicado, um processo lento e doloroso. Agora imagina quando o circulo de pessoas que me encontro diz que é assim que tem que ser, e pronto-acabô. O lugar de mulher é na cozinha, na lavanderia, cuidando da casa. Lugar de mulher é onde ela quiser, mas até você se livrar das amarras e ir pra qualquer lugar, iiiii, é difícil.

Mas é possível.

E é preciso.

Ser feminista, me tornou mulher.

sei lá

pessoal /

Esse é mais um daqueles textos que podem não fazer sentido pra você, mas são de extrema importância para mim e eu preciso falar, anyways.

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Nesse final de semana fui para São Paulo, uma cidade que, ainda que negue, significa muito sobre quem sou, do que eu gostaria que significasse. Foram diversas as motivações para essa viagem, algumas mais honradas que outras, mas haviam diversas razões.

Desde que voltei para o Brasil, sinto uma inquietude gigantesca, um coração apertado que é ignorado diariamente. Não é porque eu tenho medo de pensar sobre isso. É só porque isso demanda um tempo de reflexão que eu não tenho, no momento.

(Tempo-que-não-tenho, algo que pode ser uma mentira, mas não sei. De verdade).

Enfim, estava eu, em São Paulo, minúscula e gigante ao mesmo tempo, vivendo coisas que gostaria (e não gostaria). No meio dessa experiências boas e ruins, lembrei de uma coisa muito importante: me deixei de lado, por razão alguma, e acabei esquecendo de quem eu sou.

Eu não sou mais adolescente, minhas pernas cansam, minha diposição não é mais a mesma e eu estou vivendo aquele limbo esquisitíssimo de não-é-mais-adolescente e não-é-adulta-ainda (somado com o período de inferno astral que acabei de descobrir que me encontro em). E eu sinto a necessidade de achar um responsável por ter me desencontrado, que não seja eu. Não sei se posso culpar “as minhas responsabilidades”, que acabaram por esgotar toda a autenticidade que havia em mim. Me distanciei dos meus livros, das minhas músicas e das minhas paixões.

O cotidiano fode, em 10 minutos cheguei nessa conclusão. Talvez essa frase não teria sentido para a Giovanna de 2, 3, 4 anos atrás. Mas pra de (quase) 22 anos, faz. E muito.

Não tenho como retirar a minha própria culpa. Eu deixei, eu me permiti. Deixei que o sono tomasse conta, me afastei dos desafios e deixei-me seguir pelo mais fácil, pelo menos complexo, menos penoso. Mas dá para se culpar se o caminho escolhido foi pra menos doer? Não foi consciente, sério. Eu doí demais por muito tempo que foi automático escolher pelo (quase) indolor. Seleção natural, talvez.

E voltamos pra um ponto que sempre foi muito claro pra mim, ainda que de contra-gosto: eu só sou eu, quando dói. quando machuca, quando tá azul.

E ainda: será que eu estou fazendo um big deal over no shit? Será que minhas (recentes) decisões estão certas sim, o caminho dolorido não deve ser seguido?

Eu não sei, de verdade.