sei lá

pessoal /

Esse é mais um daqueles textos que podem não fazer sentido pra você, mas são de extrema importância para mim e eu preciso falar, anyways.

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Nesse final de semana fui para São Paulo, uma cidade que, ainda que negue, significa muito sobre quem sou, do que eu gostaria que significasse. Foram diversas as motivações para essa viagem, algumas mais honradas que outras, mas haviam diversas razões.

Desde que voltei para o Brasil, sinto uma inquietude gigantesca, um coração apertado que é ignorado diariamente. Não é porque eu tenho medo de pensar sobre isso. É só porque isso demanda um tempo de reflexão que eu não tenho, no momento.

(Tempo-que-não-tenho, algo que pode ser uma mentira, mas não sei. De verdade).

Enfim, estava eu, em São Paulo, minúscula e gigante ao mesmo tempo, vivendo coisas que gostaria (e não gostaria). No meio dessa experiências boas e ruins, lembrei de uma coisa muito importante: me deixei de lado, por razão alguma, e acabei esquecendo de quem eu sou.

Eu não sou mais adolescente, minhas pernas cansam, minha diposição não é mais a mesma e eu estou vivendo aquele limbo esquisitíssimo de não-é-mais-adolescente e não-é-adulta-ainda (somado com o período de inferno astral que acabei de descobrir que me encontro em). E eu sinto a necessidade de achar um responsável por ter me desencontrado, que não seja eu. Não sei se posso culpar “as minhas responsabilidades”, que acabaram por esgotar toda a autenticidade que havia em mim. Me distanciei dos meus livros, das minhas músicas e das minhas paixões.

O cotidiano fode, em 10 minutos cheguei nessa conclusão. Talvez essa frase não teria sentido para a Giovanna de 2, 3, 4 anos atrás. Mas pra de (quase) 22 anos, faz. E muito.

Não tenho como retirar a minha própria culpa. Eu deixei, eu me permiti. Deixei que o sono tomasse conta, me afastei dos desafios e deixei-me seguir pelo mais fácil, pelo menos complexo, menos penoso. Mas dá para se culpar se o caminho escolhido foi pra menos doer? Não foi consciente, sério. Eu doí demais por muito tempo que foi automático escolher pelo (quase) indolor. Seleção natural, talvez.

E voltamos pra um ponto que sempre foi muito claro pra mim, ainda que de contra-gosto: eu só sou eu, quando dói. quando machuca, quando tá azul.

E ainda: será que eu estou fazendo um big deal over no shit? Será que minhas (recentes) decisões estão certas sim, o caminho dolorido não deve ser seguido?

Eu não sei, de verdade.

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Há mais ou menos duas semanas, eu vim até aqui, para contar uma ideia que eu tive: responder “cartinhas” de migas e migos que estavam com dúvidas sobre um determinado assunto. Fiquei muito feliz com a quantidade de e-mails que recebi, com histórias muito bonitas e outras que me deixaram com o coraçãozinho apertado, por não poder fazer muito em situações não tão legais que rolam.

E por causa disso, estou tentando gravar a maior quantidade de videos que consigo, liberando uma vez na semana. Mas sendo bem sincera, tô com medo de ficar repetitivo, então vou intercalar com outros videos, ok?!

Pois então, as duas primeiras cartinhas se ligam por serem dilemas “de vestibular”, ainda que não sejam muito iguais. A primeira cartinha é de uma menina muito querida que perdeu o padrasto dela e isso a deixou muito triste, que acabou fazendo com que ela não entrasse na faculdade, porque não conseguia se dedicar o suficiente. Com isso, ela viu todas as amigas dela entrando na faculdade, vendo todo mundo viver a vida deles, e acabou se sentindo que “foi deixada para trás.

Já a segunda cartinha, é de outra menina querida que não sabe pra quê presta vestibular, que se sente muito confusa e que os pais acabam a pressionando para fazer Medicina ou Direito, sendo que se ela “pudesse escolher”, faria Design Gráfico. Ela também tem dúvidas sobre se mudar para uma cidade maior, como São Paulo, ou algo assim. Ela estava bem tristinha sobre o assunto e eu espero que tenha ajudado!

Só deixando (mais uma vez) claro que eu não sou psicóloga, bem longe disso, mas achei que seria uma ideia para ques está com dúvidas, escutar opiniões de alguém que é “neutro” e que pode ver os problemas de fora. Eu adorei responder essas perguntinhas e caso você esteja com uma dúvida, pergunta, ou só queira conversar, é só mandar um email para contato@avecgigi.com. Eu não divulgarei o nome de ninguém, exceto se a pessoa pedir. Estou aqui de coração, porque somos mais quando nos abrimos ao demais (:

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Lembra que contei que vai ter video no meu canal toda a semana? Pois bem, estou cumprindo com o prometido e toda a quinta-feira tá tendo video novo lá no YouTube.

O vídeo da semana passada foi um vlog/Fragmentos/Rolê da Gigi de quando o Doug foi me visitar lá em Chicago e fomos no Field Museum e no Adler Planetarium. Eu já tinha até feito um post sobre o Field Museum da primeira vez que fui pra Chicago e como eu amo de paixão esse museu, não pude deixar de levar o Douglas pra tomar um chá da tarde com a Tinossaura mais linda do mundo: a Sue.

Então, nesse maravilhoso video, eu e o Doug enfrentaremos altas aventuras visitando a Sue, mamutes e outros maravilhosos animais que já faleceram (RIP) e, não obstante, iremos viajar para o espaço, visitar estrelas e dançar Hotline Bling , porquê sim! (Na verdade mais ou menos, porque o Douglas encontrou diversas dificuldades para filmar/fotografar vários momentos).

Para acompanhar essa e outras milhares de aventuras, não esqueçam de se inscreverem no canal clicando na girafinha no canto direito do vídeo, ou aqui! E é claro, dar aquele joinha das gatas <3

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Se você não sabe o que é Neko Atsume, eu vou tentar explicar rapidinho e tentar passar a alma desse lifestyle, sem deixar a mágica dele de lado. Neko Atsume é um “joguinho” para celular, no qual você “decora” sua casa, “coloca” comidinhas e gatos “te visitam”. É só isso. Não tô simplificando, o jogo é basicamente esse. Você não consegue brincar com os gatos, acariciar os gatinhos, passear com esses felinos ou nenhuma outra interação que você possa ter com eles.

Os gatos, assim como outras coisas na vida, não são teus. Como já disse aquele filósofo Flik, “eles vem, comem e vão embora”. E isso já seria dificil se eles não fossem tão fofinhos. Mas, como disse no tweet abaixo, Neko Atsume é uma metáfora para a vida.

Os gatos, assim como as pessoas, não são de ninguém. Felizmente, não podemos ter pessoas, justamente porque essas são seres livres para serem o que quiserem. Infelizmente, acabamos nos apegando às pessoas e com isso, criamos uma ilusão de posse.

O filme “A Bonequinha de Luxo”, (um clichê da nossa geração, hehe) aborda por grande parte essa questão. A Holly tinha um gato chamado “Gato”, porque ela se recusava a colocar um nome dele, porque a partir desse momento eles pertenceriam um ao outro.

De fato, não sou ~a pessoa vivida~, mas já estive em vários relacionamentos (não só amorosos) em que a relação se transforma em uma posse esquisita e, por consequência, em um ciúmes e sensação de dever doentio. Com o passar do tempo, com muita dor e resiliência, acabamos aprendendo que essas relações são tóxicas e que não é muito bem o que queremos.

Porém, como eu já disse em video, há várias pessoas que passam a vida toda sem entender que a “posse” de outra pessoa, é nada além de uma ilusão e que é prejudicial não só pro outro, mas também pra você.

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Conforme eu fui crescendo e aprendendo um pouco mais sobre a vida, entendi que tudo é uma questão de tempo, as pessoas entram na nossa vida, nos alegram, nos ensinam e vão embora. Em momento nenhum,  elas são nossas. Muito pelo o contrário, é um acordo de divisão. Nos dividimos com o outro, dividimos nosso tempo, nossas alegrias, nossos sonhos (e até os somamos) e aprendemos muito.

É por isso que eu entendo que ninguém passa na nossa vida por acaso e muito menos sem nos ensinar algo. Todo relacionamento, até o pior do mundo, nos ensina algo. Pode nos machucar, mas logo depois, nos fortalece. O que só me entristece, é que têm pessoas que passam a vida toda sofrendo, demorando muito para entender tudo isso.

Voltando ao tópico de todo esse texto, o Neko Atsume é exatamente isso (e caso não tenha deixado muito claro: gatos = pessoas). Não tenho nenhum controle sobre os gatos. Eles vem, comem um pouquinho, brincam um pouquinho, alegram meu dia com sua fofura e vão embora, às vezes sem ao menos dar tchau. No começo dói, no começo não entendia qual era desse jogo sem sentido. Mas superei e entendi que o importante é o período que o gato está com você, se divertindo enquanto eu me divirto e tiro fotinhos e fico feliz com a felicidade dele. Essa troca de momentos felizes, é o que faz nosso relacionamento ser tão valioso. E torço muito para que o gatinho volte, coma mais um pouquinho, se divirta (ou até descance) e compartilhe a felicidade comigo.

e ah, se você quiser entrar nessa comunidade virtual de amor que é o Neko Atsume, ele está disponível para iOS e Android <3

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Hey! Na tarde de ócio que foi hoje tive uma maravilhosa (porém nada original) ideia. Eu sou exatamente a pessoa do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” (por favor!!!), mas eu sou muito boa em racionalizar as coisas e ver a “big picture” quando preciso.

De vez em quando eu recebo uns emails muito queridos de pessoas me pedindo conselhos e eu adoro responder e dar essa atençãozinha pra vocês. Sem falar que é interessante parar um pouquinho para pensar em ajudar o outro e acabamos nos ajudando! E vem pergunta sobre tudo, namoro, viagem, faculdade, estudos, sexo, feminismo,…, tanta coisa!

Ainda não sei se farei em vídeo ou por post mesmo. As “respostas” serão anônimas, exceto quando vocês falarem que tudo bem mostrar o nominho.

Mas como faço pra mandar? Tem tantas formas… Mas vamos combinar três jeitinhos: ou por mensagem na página do Facebook, ou por comentário (que aí eu nao aceito!) ou por email no contato@avecgigi.com. Se for meio grande, melhor mandar por email que fica mais fácil pra organização.

Não sei se vocês gostam da ideia, mas achei um bom jeitinho de criarmos uma “ligação” legal <3

Beijoquinhas :*