2017 de segundas chances

pessoal /

Desde meu último texto aqui, eu tentei voltar duas vezes pra escrever. Mas hoje, tomada por toda essa vibe de retrospectiva e analisar o qua conteceu no ano, senti que deveria retornar à esse bloguinho pra abrir meu coração sobre esse ano…

2017 foi um ano de segundas chances. Juro pra vocês. Em vários campos da minha vida. Esse post parte de uma necessidade interna de organização, de entender o que aconteceu e registrar em algum lugar. Uma arrumação para entender o que foi e se preparar do que pode ser!

Minha primeira-segunda chance aconteceu logo na segunda semana do ano. O último ano de direito me trouxe uma dúvida muito grande, um sentimento de “e agora…” muito pessimista. De uma maneira muito natural consegui o estágio dos meus sonhos. Agora, olhando de fora, posso dizer que era para ser.

Olhando pra trás, vejo que esse um ano não só me fez uma profissional melhor, mas como um ser humano melhor. Eu que sempre achei que a minha melhor característica era ser resiliente, aprendi ser como ninguém. Aprendi a ser mais forte e melhor do que eu sou, me dedicar ao máximo para dar o meu melhor.

Mas não só isso, eu encontrei uma casa e uma família quando não procurei. Ombros amigos quando precisei. Encontrei pessoas que me fizeram melhor e acreditaram em mim, quando não acreditei e que me deram forças pra buscar o que achei que não era possível.

Durante muito tempo, estudei arbitragem e dediquei toda a minha força academica nisso. Juro pra vocês, a arbitragem foi a espinha dorçal dos meus quase 6 anos de direito. Da mesma maneira que aprendi muito com todas as competições, moots e cursos, senti por algum tempo que nadava, estudava, treinava, e morria na praia. E isso não era o suficiente. Sempre queria dar mais, o meu melhor e conseguir mais… Porém nunca conseguia. Mas, como eu já disse, 2017 foi uma no de segundas chances.

Durante 6 meses, eu tive um objetivo. Estar entre as 64 melhores universidades do mundo. E nós estivemos. Eu vi o nomezinho da PUC-PR ser chamado no meio de mais de trezentas universidades do mundo todo. Eu vi a felicidade nos olhos de cada um dos meus amigos de equipe que trabalharam tão duro justamente por esse momento.

Se essa não foi a melhor sensação que já senti na minha vida, foi quase. Eu lembro do choro engasgado de tantos meses, caindo em meio de sorrisos e abraços. Eu lembro do grito que todos nós demos e da felicidade que transbordou de uma hora pra outra. Eu me senti realizada, depois de tantos erros e tantas, mais tantas tentativas frustradas. E mais, senti orgulhosa de fazer parte de um time que virou família e que me incentivou a fazer tantas outras coisas…

E ah, eu me formei finalmente. Com direito à baile de formatura (adiantado), família do mundo todo aqui, amigos reunidos, valsa e vestido de princesa. E muita, mas muita bebida e comida gostosa.

Dentre tantas outras segundas chances que tive durante o ano, sinto que todas levam para o fato que tive uma nova oportunidade de conhecer pessoas que já conhecia. Me reaproximar de rostos que estavam no meu passado e não no meu presente. Se procurarmos em outros posts, pode ter certeza que eu já disse por aqui que todo mundo que entra na nossa vida tem um propósito e que todos são importantes.

Porém, eu nunca tinha parado pra pensar que pessoas que não tiveram um papel tão “forte” e de protagonismo, possam voltar e simplesmemte mudar o curso da nossa vida de uma hora para outra. Eu sempre encarei que as pessoas entravam em nossas vidas e saiam, sem nunca pensar que essa troca não é um ticket de one-time only.

Nesse sentido, eu não tenho palavras para descrever o quão grata eu sou ao destino, universo, Deus, ou qualquer outra entidade que joga os dados da minha vida, por me trazer tantas pessoas que eu já conhecia de volta para o meu dia e me deixar fazer parte da vida de tanta gente que me faz uma pessoa melhor e mais feliz.

No finalzinho do ano, resolvi tentar, pela segunda vez, uma bolsa para participar de um Fórum da ONU sobre Governança da Internet. Dessa vez mais madura, sabendo o que queria, depois de ter me descabelado em uma monografia sobre o tema e em um projeto de dissertação de mestrado. Mas, assim como todas as outras coisas que conquistei esse ano, achei que não seria possível, mas consegui.

Esse ano não foi de todo bom. Muitas coisas triste aconteceram que me fizeram querer desistir, sumir e parar. Mas, no final das contas, consigo ver que tudo que aconteceu me fez ser mais forte. E, mais uma vez, preciso ressaltar a importancia das pessoas que estavam do meu lado em todas as dificuldades. O amor que recebi (e recebo) da minha família, do meu namorado e dos meus amigos foram fundamentais para todas as minhas conquistas.

Eu, que achei que era impossível, vi 2017 ser o melhor ano até então (com um porém, apenas). Foram diversas segundas-chances, vários amigos novos, outras tantas reaproximações. Muitos rolês, playlists, Jameszinhos, Seletas, Kubiks e shows. 7 países conhecidos, Paris a base de crepe, Bruxelas e seus waffles, Viena debaixo de livros, Amsterdã e dois dias de choro, Barcelona com jamon, pãozinho e batata palha, Roma debaixo de chuva, Genebra e a busca frustrada à chocolate quente suíco. Foi muito amor dado e recebido, muito choro (porque vênus em câncer pesa), sonhos concretizados e vários desafios contornados.

No final, esse ano me ensinou uma coisa muito valiosa – que eu espero que não esqueça nunca… A vida é feita de chances, de mudança e de redescoberta. Acreditar que as coisas vão acontecer é o primeiro passo. O segundo é só permitir que as coisas aconteçam (e isso é mais difícil).

Desejo que 2018 seja melhor que 2017, para mim e para vocês. Que todos os erros desse ano não se repitam no ano que vem. Mais sonhos concretizados, desafios batidos e muito, mas muito amor mesmo. É isso que todo mundo merece. E muito sucesso (:


P.S.: shoutout para o Doug que esperou por várias horas até esse post ficar pronto <3

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1 comentário

  1. BA MORETTI

    acho tão gostoso poder ler que 2017 foi especial pra tantas outras pessoas, cada uma do seu jeito, com altos e baixos mas ainda assim, muitas realizações. isso só reforça a sensação que eu tenho de que 2018 tende a ser ainda melhor, porque é em anos como 2017 que a gente enxerga a força que tem e o poder de fazer 2018 valer ainda mais ♥ então que assim seja, que seja maravilhoso!

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