o dia que eu deixei de me intitular nerd (e o dia que eu voltei!)

it's Girls' time /
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créditos: http://lucyknisley.com

Sempre tive medo de me considerar nerd e dizer em voz alta “oi, sou nerd”. Na verdade, sempre falei coisas como “eu gosto de algumas coisas nerds”, ou raramente “eu sou meio nerd”, mas dizer “oi, meu nome é Giovanna e eu sou nerd” nunca

Nunca tinha parado pra pensar o motivo, mas me lembro de uma das únicas vezes que disse isso em voz alta e um “colega” (homem, de 20 anos) riu da minha cara, como se dissesse que eu “não poderia ser nerd”, como se meninas não fossem “nerds de verdade”.

Então, eu que apresentava um podcast sobre Doctor Who há pelo menos 2 anos, que nasci cercada de HQs, que gasta uma quantia bacana nessa “industria”, não era considerada ser “merecedora” de ser parte dessa comunidade por ser menina.

Desde então, nunca mais me ocorreu me intitular nerd, mesmo consumindo e vivendo essa cultura 24 horas por dia e 7 dias por semana. Eu fui silenciada, reduzida à minha condição de mulher que basicamente é: não me enfiar em um espaço que não sou bem vinda e que possivemente seria oprimida. Porém, o jogo virou, meus caros.

Ontem a minha internet explodiu. Fui dormir sabendo que ia acordar e teria muita coisa pra ler/ver. O que aconteceu foi, o Anticast publicou o podcast 198 – O Machismo (e outras coisas) no mundo nerd. No qual o Ivan resolveu abrir um espaço para discutir o que fingiam que não existia. E ele não fez só isso, ele mostrou e fez uma coisa que é muito difícil: ver que seus (e os meus) “ídolos” estavam ajudando na manutenção desse “”espaço”” machista que é o mundo nerd. E quando eu digo ajudando é não só fazendo uma piadinha machista a cá e acolá, mas não se pronunciando ou não fazendo nada para que esse machismo parasse. Inclusive, a inércia de um dos meus podcasts preferidos, acabou fazendo com que o Pink Vader encerrasse suas atividades.

Eu, inclusive, fiz uma lista recentemente contando quais eram meus podcasts preferidos e lá estava o Nerdcast. Para vocês terem uma ideia de quão fã e eu sou deles, eu dei uma ~choradinha~ quando encontrei o Azaghal pela primeira vez, porque ~sou dessas~. Eles produzem um conteúdo muito bom, mas que dá uma grande derrapada diversas vezes nesse quesito (e em vários outros). Não vou apontar dedos, o que eu quero fazer aqui é dizer o meu lado.

Sendo uma mina que gosta da cultura nerd, eu sempre carreguei nos ombros um medo gigante de ser uma farsa, de ser diminuída por algum menino. Sempre me senti na obrigação de saber muito sobre determinado assunto, para que não me falassem que eu “não era nerd” por não saber um determinado fato (que na maioria das vezes ninguém sabia). Ser uma menina que “gostava da cultura nerd”, sempre me colocou um peso de que eu precisava ser perfeita, porque havia uma cobrança de saber tudo, de estar sendo investigada o tempo todo, porque não há como uma menina gostar de X-Men ou de Star Wars ou de Doctor Who quanto um homem. Lembro até hoje quando topei participar do podcast do Universo Who, morrendo de medo de “meter meus pés pela mão”, ou algo assim. Por sorte, o Matheus sempre foi um cara incrível que sempre me incentivou.

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ilustra linda e maravilhosa da também maravilhosa Duds!

E não para por aí… Ontem mesmo, eu fui jogar video game com uns amigos e eu ganhei. De todos. Estávamos jogando “Injustice: Gods Among Us” e ganhei 3 das 4 vezes que joguei (perdi para ume menina!). Joguei com a Harley Quinn, porque eu tenho um trato comigo mesma que só jogo com personagens mulheres quando há a opção (que são raríssimas vezes, já que somos super mal representadas nos games). Mas, enquanto eu ganhava dos meninos, via o desespero na cara de cada um por “estarem perdendo de uma menina”, coisa que não é a primeira vez que eu presencio. Inclusive, quando jogo Mortal Kombat com o meu namorado e com o meu cunhado, sempre jogo com a Sonya Blade (e eles não fazem mais essa cara porque já desconstruí).

E olha, eu acho que um dos grandes motivos pra não termos tantas meninas ganhando de meninos no video game é porque temos “vergonha” e “medo” de entrar nesse mundo por causa desse machismo todo. Hoje, parando e pensando, eu acho a Malena uma puta de uma mina forte por ser uma grande YouTuber no meio de uma cultura machista e repressora. Tem tanta mina aí que tem que esconder que é garota pra conseguir jogar online e não ser abusada por outros jogadores…

Queremos mais representantes-mulheres na cultura nerd. Tanto nos games, quanto nos HQs e nos cinemas (e em Doctor Who!). E queremos que essas representantes não sejam erotizadas, queremos alguém para as minas e não mais um objeto de desejo dos homens. Não queremos mais roupas coladíssimas, corpos sensuais e uma Princesa Leia escrava all the time. Queremos mulheres fortes, queremos (mais) jogos protagonizados por mulheres. E mais do que isso: queremos nos intitular nerds sem ninguém meter o bedelho e tentar regular o que a gente gosta e deixa de gostar! Queremos ser livres pra gostar do que gostamos.

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Eu fico extremamente aliviada pelo Ivan ter dado o espaço pra discutirmos algo que todo mundo fazia vista grossa, fingia que não via. E eu espero, de coração que não só os podcasters, mas sim todos os nerds aprendam que as minas também podem! E não só como podemos, mas que vamos continuar nos intitulando nerd. E obrigada, de novo, Ivan, por ter me dado a coragem de me chamar de nerd de volta (: _inclusive, ontem fiquei na fila até meia noite para conhecer os novos produtos de Star Wars e fiquei triste por nós, meninas, sermos menos de 10% das pessoas na fila ):

******Por favor, não deixem de escutar esse Anticast (e todos os outros) e dar uma atenção especial para podcasts feito por garotas, como é o caso do Mamilos!******

comentário(s) via Facebook

33 comentários

  1. Bessie B.

    Engraçado, tive uma experiência bem diferente. O meu problema na verdade foi até assumir que eu gostava de maquiagem rs. Por ser nerd nunca tive amigas meninas e vivia acompanhada de meninos. Quando me zoavam era por zoar, coisa que meninos fazem o tempo inteiro. Mesmo jogando on-line, falando pelo microfone, posso seguramente dizer que 98% das minhas experiências foram boas e que nunca tive problemas. Aliás sou do tipo que mata o cara de headshot e fala “you got killed by a girl, loser” :( LAUHAUHAUHAUHAU sou uma desgraça pras mulheres. Mas acho bacana levantar essas questões, de fato ouço muitas meninas reclamando disso! Beijos <3

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  2. Katharine Padilha

    “Não queremos mais roupas coladíssimas, corpos sensuais e uma Princesa Leia escrava all the time. Queremos mulheres fortes, queremos (mais) jogos protagonizados por mulheres.” ♥ Me representa! Tive sorte de entrar numa turma cheia de guris mas que com a convivência ja desconstruíram também essa visão :D
    Beijoooos

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  3. Chell

    Ai que texto bacana!!!! Eu adorei o AntiCast, mas acho triste algumas meninas não verem nada demais e acharem que eles exageraram. =/
    Quantas vezes deixei de jogar um jogo com medo de acharem que “menina é ruim” aí nem comecei? Alguns pontos acho que podiam ser colocados com mais calma, mas no geral eu concordo com tudo! Foi lindo =D

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  4. Maki

    Aii que texto incrível! Posso falar que já passei por isso? Sou muito fã de Final Fantasy (principalmente o X *.*) e toda vez que comentava ouvia um ‘é claro que você gosta de FFX, é um jogo de menina’. Quer dizer, desmerecimento mandou beijos. Reflexão mais que necessária, essa.

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  5. Leticia

    quanto amor em um texto só <3 favoritei!
    Já fiz personagem masculino pra não ter que responder perguntas tipo "como vc é, gata?" haha
    Não conhecia a história do pink vader e fui ler.. lamentável.
    Beijo!

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    1. Giovanna

      que triste termos que se passar por menino para sermos respeitada ):

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  6. Adeeh Mello

    Olha pra falar a verdade, eu nunca fui um neeeerd de verdade. Eu gostava de algumas coisas e vivia um pouco nesse mundo, mas nada muito centrado. E hoje posso me considerar ou nerd meio de só 30% kkk’ Beijos ♥

    Blog Sorriso de Vida, clique e saiba mais!

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  7. Carla Nascimento

    Nossa, quantas vezes não me calei entre os meninos com medo que me acusassem de ser uma menina e não saber do que estava falando. Sempre acabei sendo a única menina entre os meninos nerds e nunca me perguntei o porque disso, que muito provavelmente haviam outras meninas com medo de serem desvalorizadas como nerds, assim como eu me sentia. Estou ouvindo Nerdcast no momento, mas vou pausar para ouvir esse podcast que você indicou.
    Amei o texto, beijo.

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  8. Marcela

    Amiga, se em roda de conversa e rpg online a vida já é uma merda (“ow, vc é menina de verdade ou é só o char?”), imagina a situação em rpg de mesa? Vou te contar: é um saco. Já nem sei mais quantos meses fazem que amigos (veja bem: AMIGOS) estão empatando o meu jogo porque “ter menina em mesa de RPG não vira”.
    Também desisti dos eventos de anime por causa disso. O que tinha de molecada achando que mina em evento é território livre me dá um nojo fora de série.
    Outra coisa que me irrita bastante é que ser “nerd” agora é ser “cool” e “sexy”. Bota a porcaria de uma camiseta da Marvel e um óculos de lente falsa e tá feita a menina nerd. Agora querer conversar a sério sobre filme, jogo, série e etc é falar com as paredes. Não somos obrigadas.

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    1. Giovanna

      força, que estamos nessa juntas <3

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  9. BA MORETTI

    jogar com a sonya: sempre ♥ e como é foda isso, caramba. esse medo de se intitular algo e ser cobrada porque opa, mulher não pode. ainda lendo esse teu texto eu lembrei do pior supervisor de vendas que eu tive na vida que uma vez falou que eu não poderia vender skates porque como mulher eu teria que saber de tudo e mais um pouco se não ninguém acreditaria em mim e ninguém compraria nada que eu vendesse ¬¬ really?

    ouvindo o podcast aqui e sério, obrigada por compartilhar isso

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  10. Ana Luíza

    Posso começar agradecendo por esse post? Então tá: obrigada por esse post!
    Ouvi o podcast no fim de semana e foi uma coisa que bateu em mim com muita força, que mais de uma vez me fez pensar: é isso. Porque é mesmo. A vergonha, o medo da discriminação, a falta de voz dentro desse universo, o receio das piadinhas, do título de attention whore. Tá tudo aí, batendo na gente todo santo dia. Mas ainda bem que tem gente disposta a falar sobre o assunto, chamar pra discussão, dar espaço pra gente dizer que sim, esse mundo é nosso também, que não somos piores nem menos merecedoras só porque nooooossa temos uma ppk. 2015 né migos, vamos baixar a bola aê.
    Eu nem ia escrever sobre isso, mas acabei escrevendo, tanto porque ouvi o podcast, tanto porque li o seu texto. Foram duas coisas que me fizeram pensar que sim, é importante a gente ouvir outras pessoas lutando por nós, mas que a gente precisa ecoar essa voz de alguma forma. Meu jeito favorito ainda é escrevendo.
    Mais uma vez, obrigada por esse post.

    beijo <3

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    1. Giovanna

      Eita <3 Obrigada pelo amorzinho, Ana! Vou lá no seu blog ler o texto! :*

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  11. Clay

    Me lembro quando em uma roda de amigos eu entrei na discussão sobre Doctor Who (também hahah whovians sofrem) e eles disseram que eu não conhecia nada sobre a série e que as opiniões que eu tinha eram baseados em algum texto que eu li, que claro foi escrito por um homem (segundo eles).. O que me deixou mais chateada foi que na mesma roda existiam meninas que riram do comentário como se fosse algo normal… Eu amei sua publicação!!! E eu ouvi sim o Anticast =/

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  12. Ana Rodarte

    Gigi, obrigada por este texto! Fiquei muito emocionada pelo trabalho do AntiCast também, e é sensacional encontrar uma mina que também tenha se identificado. Além das situações de machismo que já presenciei, ninguém pode falar mal do Nerdcast sem antes abrir o guarda-chuva para a chuva de chorume que a gente escuta. Reclame uma vez para ver: vêm uns dez garotos (que mal trocaram as fraldas) chamar você de “louca feminista” e “mal comida”. Eu fico impressionada. A gente tem de lutar sim por mais representatividade e para sermos respeitadas! E nós que curtimos moda e maquiagem precisamos ter outro cuidado, que é o de não sermos diminuídas por gostarmos de cuidar da aparência.

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  13. Sybylla

    Muito obrigada por esse texto e por desabafar com a gente!

    Eu também vivia nessa pressão, com medo de falar algo errado e alguém apontar o dedo pra mim, dizendo que não posso ser nerd. As pessoas devem ter o direito de ser e gostar do que quiser, ninguém tem que apresentar carteirinha de milhas para provar nada.

    O Anticast e tudo o que aconteceu por conta do desabafo da Laura e do programa só mostram o grande incômodo que ainda existe de falar disso e como precisa ser discutido. Nunca foi intenção do programa acabar com o Jovem Nerd, como muita gente mal informada por aí falou, mas sim pedir um posicionamento e uma mudança de postura, pois tem gente incomodada e isso deve ser discutido.

    Enfim, ótimo post, obrigada pelo apoio e pelo desabafo! =D

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  14. Sara

    Gigi, não comento muitas vezes, mas acabei de ver os snaps de ti toda tristinha e vim dar o meu apoio cibernético, eheh. Sei que essas mudanças todas não são fáceis e sem as pessoas que nos são mais queridas por perto,mais difícil será… De uma coisa podes ter a certeza, pessoas de merda (desculpa, mas é o termo científico correcto) estão espalhadas um pouco por todo o lado e fazem de tudo para nos sugar a boa disposição toda! Mas tenta focar-te nas pessoas boas que vais conhecendo e no apoio que aqueles de quem mais gostas te dão, mesmo à distância!

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    1. Giovanna

      SARA <3 Você não sabe como o seu comentário me fez bem aquele dia… Eu estava bem péssima e me ajudou muito! Sério, obrigada mesma, era o que eu estava precisando. Agora estou melhorzinha, já fiz amigos e até já saí com eles <3 Obrigada de novo.

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  15. Marina

    Que texto maravilhoso! É exatamente isso, ficamos com medo de não saber de tudo ou de ser julgada (isso em vários outros assuntos também).
    Obrigadíssimo pelo texto maravilhoso e ps: acabei de conhecer o blog e tô levando uma ótima impressão dele hahahahaha Beijos!

    Responder
    1. Giovanna

      <3

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  16. Ana

    Oi gigi!
    Realmente gostei do seu texto. Amo o batman (sou fissurada mesmo) e tenho tudo dele. Como uma eterna fã, tiram sarro de mim como se uma mulher não pudesse fazer um homem faz… eu nunca seria o batman.
    Durante muitos anos, escondi essa fissura e realmente abri pro mundo o meu amor por esse universo de super herois. Ainda existem uns babacas que implicam e tiram sarro, mas enquanto a vida não der um soco na cara de cada um deles, eles vão continuar assim!
    A vida é feita de escolhas…cada um escolhe o que quer ser. tanto faz o que os outros pensam!
    Beijo grande!

    Responder
    1. Giovanna

      Eu te entendo ): Eu acabei me “afastando” de alguns hqs por falta de representatividade, sabe?!
      Obrigada por dividir um pouquinho de você comigo <3

      Responder
  17. yasnaya

    Conheci teu blog agora e já neste post, pronto amei.

    Nem consigo dizer tanto porque esse sentimento, essa realidade convivo desde sempre, eu te entendo – acho que só um amigo meu que não teve preconceito comigo em relação a isso, se bem que eu acho que era porque a gente tinha um lance, sei lá… Enfim, é muito isso, eu me apaixonei por este post e vou compartilhar como a minha vida ♥ (desculpa sou piegas)

    Vou assistir aos podcasts com certeza :)
    E não conhecia a Malena, que surpresa boa.

    Responder
    1. Giovanna

      Fico triste por não ser a única, mas feliz por ter mais gente que entende, sabe?! Obrigada pelo carinho! beijocas :*

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  18. Dasty Sama

    Fico feliz por o machismo no mundo nerd/geek está sendo debatido mais amplamente, principalmente na internet. Sempre gostei muito de coisas do mundo nerd, não senti muito preconceito on-line, mas às vezes noto isso na vida real. Faço artes marciais e é difícil ser levada a sério, por ser garota, mas tenho ganhado respeito conforme vou me esforçando e mostrando que garotas são tão boas quanto garotos.

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  19. Paty BookNerd

    É muito triste ler um post assim, porque eu sei o quão verdadeiro é esse preconceito. Sofri muito preconceito a vida inteira por causa disso! Cresci com dois irmãos e os amigos deles e sempre joguei video game e li quadrinhos e tudo isso faz parte da minha vida. Quando era criança (uns 11 anos), me chamaram até de “lésbica” – dois tipos de preconceitos em uma só tacada, e olha que aqueles meninos também tinham apenas 11 anos, eu fico imaginando como são babacas hoje em dia.

    Mas, a época em que mais sofri preconceito foi quando eu comecei a estudar Web Design e Programação. No curso, o pessoal era incrível e fiz ótimas amizades! Mas, fora dele, quando as pessoas descobriam sobre meus estudos, meu deeeus, era o fim do mundo! Os caras falavam “Isso é coisa de homem, sai dessa porque você não tem chance nesse mercado”, mas o pior era que o preconceito também vinha de algumas meninas, que ficavam “Oi? Programação? Computadores? Por quê? Não tinha nada mais legal? Por que você não faz moda ou algo assim, já que gosta de Design?”. Ridículo! A sorte é que eu sempre ignorei esses comentários, mandei todo mundo ir se fo*** e segui meu caminho… Não trabalhei com isso por muito tempo, mas foi a minha escolha e não porque eu não era capaz, porque eu sempre provei aos meus empregadores que eu sabia o que estava fazendo (apesar de nunca ter rolado preconceito nas empresas, porque sempre trabalhei com pessoas incríveis).

    Ouvi o AntiCast e achei incrível a coragem deles de expor esse assunto. Pra alguns, parece bobeira falar assim, mas nós sabemos como é importante. E não somente no quesito nerd, mas pelo machismo no geral, em todas as áreas. Achei o podcast incrível, obrigada por compartilhar <3.

    Beijo!

    Responder
    1. Giovanna

      Obrigada por se dividir comigo <3 De verdade! Acho bom saber que eu não to sozinha, sabe!?

      Responder
  20. Bia Aguiar

    Gente, que post. Vim indicada pela Vera do “Extraordinariando”, e tenho que agradecer a ela. Sempre fiz o tipo moleque, menina que brigava, que jogava bola e que amava videogame. Depois que cresci, continuei no videogame e ganhei uma corrida de carros há uns 10 anos atrás (com vídeo na internet e tudo, enfim) onde os homens claramente eram machistas, me chamavam de apelidos e ficavam rindo. Sempre passei por isso por ser uma mulher com “alma masculina”. Na realidade, eu era apenas eu. Daquele jeito, doesse a quem doer. Não queria nada deles, e hoje penso que nem o respeito deles me interessa mais. De homens babacas assim, não quero nada, nem um pedido de desculpas.
    Siga em frente e não abaixe a cabeça! Tenha orgulho de ser quem tu és e ponto final. Só resta para eles aceitar, nada mais!
    Um beijo grande.

    Bia

    Responder
    1. Giovanna

      Estamos juntas, Bia! Temos que ter nosso espaço, viu?! :*

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